FOCUS – MERCADO REDUZ PROJEÇÃO PARA ALTA DA INFLAÇÃO DESTE E DO PROXIMO ANO

De acordo com o boletim semanal FOCUS, divulgado hoje mais cedo pelo BANCO CENTRAL (BC), o mercado reduziu sua previsão para a alta da inflação (IPCA – Índice de Preço ao Consumidor Amplo) deste e também para o próximo ano. Para este ano, a expectativa é de que a alta nos preços seja de 7,25%, ante 7,34% divulgada semana passada. Já para o próximo ano, a expectativa caiu de 5,12% para 5,07%, o que representa a menor taxa já calculada este ano para a inflação no ano que vem. É o que mostra a abertura dos dados do relatório, divulgado pelo BC. Para o Índice Nacional de Preço ao Consumidor – INPC, a estimativa é de alta de 7,88% neste ano. Caso ambas projeções se concretizem, as metas atuariais atreladas ao IPCA e INPC, acrescidas de 6% ao ano, serão de 13,69% e 14,35%, respectivamente.

Desde meados de  julho, as expectativas do mercado para o IPCA 2017 vinham oscilando abaixo dos 5,20%. No entanto, com a divulgação na semana passada do IPCA-15 de setembro – considerado uma espécie de prévia do IPCA -, os economistas reduziram de forma mais clara as previsões para a inflação no próximo ano.

Com relação a SELIC (taxa básica de juros da economia), o mercado manteve expectativa de 13,75% ao ano no fim deste ano e em 11,0% ao ano para o fim de 2017. Depois do resultado favorável do IPCA-15, aumentou a probabilidade de corte de juros já na reunião de outubro, em 25 pontos percentuais. Isso porque, como a PEC de limitação de gastos ainda não terá sido aprovada até próxima reunião, o colegiado deverá adotar uma postura mais cautelosa, à espera de medidas no campo fiscal, para prosseguir com cortes mais generosos, de 0,5 pp nas próximas reuniões.

A projeção para a taxa de câmbio pequena revisão para 2016, caindo de R$ 3,30/US$ para R$ 3,29/US$. Contudo, se manteve estável em R$ 3,45 para 2017.

E por fim, a projeção para o PIB também sofreu leve revisão para este ano, e agora está em queda de 3,14% ante projeção anterior de queda de 3,15% para 2016. Para o ano que vem, todavia, a projeção recuou de alta de 1,36% para 1,30%.