FOCUS – MERCADO REDUZ PORJEÇÃO PARA INFLAÇÃO DESTE ANO

Os economistas consultados pelo relatório semanal FOCUS mantiveram suas projeções para a SELIC deste a do próximo ano, ainda sob influência da ata do último encontro do COPOM do Banco Central e também do dados de inflação apresentados recentemente. A mediana das expectativas para a Selic em 2016 seguiu em 13,75% ao ano. Já a taxa básica para o fim de 2017 permaneceu em 11,00% ao ano. Há um mês, as projeções também eram de 13,75% ao ano e 11,00% ao ano, respectivamente. Na última ata do Copom, foi condicionado o corte de juros a três divisores que “permitam maior confiança no alcance das metas para a inflação”: a limitação do choque dos preços dos alimentos, a desinflação de itens do IPCA em velocidade adequada e a redução das incertezas sobre o ajuste fiscal.

No documento divulgado hoje mais cedo, a previsão para a Selic média de 2016 seguiu em 14,19% ao ano. Para 2017, continuou em 11,88%. Há um mês, a mediana das taxas médias projetadas para este e o próximo ano eram de 14,16% e 11,84%, nesta ordem. Para o TOP5, que é o grupo de analistas consultados que mais acertam as projeções de médio prazo, a taxa básica terminará 2016 em 13,75% ao ano, mesmo patamar de uma semana e um mês antes. Para o ano que vem, as estimativas do Top 5 ficaram estáveis em 11,25% ao ano, mesmo patamar de um mês atrás.

Com relação a inflação, o  Relatório traz leve mudança para a projeção de inflação em 2016. O IPCA estimado para este ano passou de 7,36% para 7,34%. Há um mês, estava em 7,31%. Já o índice para o ano que vem permaneceu em 5,12%, mesmo patamar em que já estava há quatro semanas.

No dia 9, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a inflação em agosto foi de 0,44%. Houve desaceleração ante a taxa de 0,52% de julho. Em 2016, o IPCA acumula 5,42% e, em 12 meses, a taxa subiu de 8,74% para 8,97% – ainda mais distante da meta de inflação perseguida pelo BC, de 4,5% para este ano, com tolerância de até 2 pontos porcentuais. Para 2017, a meta também é de 4,5%, com margem de 1,5 ponto porcentual. Como o dia 9, quando saiu o IPCA, também foi o último dia para que economistas do mercado financeiro inserissem projeções no Focus divulgado no dia 12, parte da atualização das projeções de inflação ocorreu apenas na semana passada.

Para o INPC, os economistas estimam que este índice termine o ano com alta de 7,88% e 5,11% para o ano que vem.

No relatório Focus de hoje, entre as instituições que mais se aproximam do resultado efetivo do IPCA no médio prazo, denominadas Top 5, as medianas das projeções permaneceram em 7,50%. Para 2017, continuaram em 5,50%. Quatro semanas atrás, as expectativas eram de, respectivamente, 7,51% e 5,25%.